
Santiago
Terça-feira - 2/5
Nossos amigos de Santiago estão encontrando dificuldades para encaminhar fotos da viagem. As lan-houses ficam mais difíceis de serem encontradas e a solidariedade das pessoas que moram em meio ao caminho mostra aos peregrinos um pouco mais sobre os valores da vida. Um ensinamento. Abaixo, novas mensagens.
“A cada dia uma lição, uma bênção. Hoje, caminhamos por mais de 32 quilômetros e quando achávamos que não conseguiríamos, encontramos uma senhora de nome Maria. Em poucas palavras ela nos fez entender a grandiosidade desse caminho. Estamos com muitas dores, mas isso pouco importa”
“O momento em que vivemos aqui é inesquecível. Estamos na companhia de um padre que é um menino de 75 anos. Curte conosco cada momento. Ele é de Pederneiras. Ontem, encontramos um amigo de Floripa, o Osvaldo. Hoje, ele está com bolhas terríveis nos pés. Estamos com ele e parece que nos conhecemos há muitos anos. Conhecemos uma senhora que disse para vivermos o caminho em cada momento. Este é o nosso objetivo. Já nos comunicamos bem com as pessoas. A mãe dessa senhora morreu em 2002 aos 92 anos e ela orgulhosamente está fazendo o que sua mãe fez a vida inteira: dar uma palavra de estímulo aos peregrinos, oferecer uma água, conversar um pouco... a dois dias conhecemos em um pueblo (povoado), um senhor de nome Pablito. Ele nos presenteou e ensinou a andar com um cajado. Ele sempre acha um meio de ajudar ao próximo. Será que não é isto que falta às pessoas, vontade de ajudar ao próximo?”
“Logronos, cidade grande. Conhecemos a filha da dona Felicia, na entrada da cidade, carimbando credenciais de peregrinos, conversando e ensinando muita coisa legal. Estávamos em 4 brasileiros, 3 italianos, 3 alemães. Todos ficaram emocionados com as palavras delas: "hay que viver o Camino". O caminho não é uma maratona, não é turismo, ele é essencialmente reaprender a ver, ouvir, conversar, entender as coisas simples. São subidas e descidas, tristezas e alegrias. É a nossa vida...”



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